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O Cliente Perfeito

Uma perspectiva diferente do mundo encantado do atendimento ao público!

O Cliente Perfeito

Uma perspectiva diferente do mundo encantado do atendimento ao público!

A opinião dela é... #6

Mais uma semana, mais uma convidada. Desta vez a querida Vânia do blog A Duquesa e o Gato!. Que conta-nos um bocadinho da sua experiência e dá-nos mais umas dicas nesta busca pelo o cliente perfeito!

Divirtam-se:

 

"Fui convidada pelo o Cliente para participar nesta rubrica, que acho interessantíssima. Desde já agradeço pelo convite e faço-o de bom  grado!


Ao longo da vida encontramos clientes de todo o tipo. Ora, eu já trabalhei em cafés, em lojas, supermercados e numa Junta de Freguesia. Quando lidamos pessoalmente com os clientes, ao vivo e a cores, a experiência pode ser (e deve!) diferente em todos os casos. Eu já tive clientes bons e péssimos. O que entendo por clientes bons? Bem, tive daqueles que fazem uma festa quando nos vêem na rua, que nos tratam por "inha" (no meu caso, Vaninha), que nos trazem uns miminhos para comermos de vez em quando e que ainda nos oferecem prendas nos aniversários, Natal e Páscoa. Mas, acima de tudo, um cliente bom é aquele que sorri! Aquele que fala a sorrir e consegue sorrir com os olhos... Esses dão gosto em atender! Claro que também depende sempre de quem os atende... 
Maus clientes, também já tive! Aturei bebedeiras, tive de ir deixar alguns a casa (sou uma funcionária muito eficiente e que se preocupa com a saúde e bem estar dos clientes!), limpei muita porcaria, já tive de colocar dinheiro do meu bolso por causa de alguns clientes (o caso que comentei há uns tempos de uma senhora ter estragado t-shirts com base) e já fui desrespeitada. Uma das vezes, tive um senhor a telefonar-me por causa de um processo. Ora, eu dizia que o que tínhamos era uma coisa e ele afirmava ser outra e chamou-me nomes pouco bonitos. Voltou a ligar e de novo a mesma coisa. Fui sempre cordial . Uns dias mais tarde a minha colega atende e o dito senhor pede para falar comigo especificamente. Toda eu tremi! Fechei os olhos e atendi pensando que seria mais do mesmo. Pediu-me muitas desculpas pois viu que eu tinha razão e que tinha sido uma besta (palavras dele e não minhas!) Emoji
Não creio que exista cliente perfeito assim como não existe funcionário perfeito. Todos temos os nossos dias seja enquanto clientes ou enquanto funcionários. Mas creio que um sorriso faz sempre a diferença!Emoji "
 
Obrigada Vânia!

Alerta à tripulação

Aproveitei o fim-de-semana prologando para ir ser cliente para outro lado e por isso e outros motivos, o blog tem estado e vai continuar esta semana um bocadinho parado!

 

Mas volta para a semana em força, fiquem por ai.

 

Ps. Amanhã temos a opinião de mais uma convidada, não percam !

Quando o cliente te diz #7

"Vocês costumam fechar no Natal?"

 

Acha?! Claro que não. O ano passado foi a minha vez de trazer o bacalhau e as couves, comemos todas no chão. A minha colega trouxe os doces, estavam mesmo bons! Se não tiver onde ir, passe por cá, há chão para todos.

 

*Não foi isto que respondi, mas foi o que pensei.

Um pequeno apontamento

No outro dia um professor meu dizia que a qualidade hoje em dia já não consiste em apenas corresponder aos requisitos dos clientes, mas também estar à altura das suas expectativas. E eu pensei "como raio se faz uma coisa dessas?". Normalmente as pessoas nunca sabem o que querem, quando sabem não têm a certeza e quando têm a certeza nunca encontram. 

 

É por isto, que eu acho que satisfazer as expectativas de um cliente é quase uma missão impossível. Os clientes nunca estão 100% satisfeitos, seja problema do produto, do entendimento, do clima ou da música.

E a opinião dele é... #5

Mais uma semana e mais uma opinião em busca do cliente perfeito. Hoje, para variar um bocadinho, temos um convidado. O meu primeiro homem convidado aqui para a rubrica, o Sr. Solitário do blog Sr.Solitário que quase me fez chegar as lágrimas com a sua história (o que é tarefa difícil, acreditem). E fez-me ter a certeza de uma coisa que já penso há algum tempo: o atendimento ao público não são só coisas más, as vezes somos a companhia e os ouvidos de muita gente que infelizmente sofre com a solidão.

Não percam mais tempo, leiam e divirtam-se:

 

"Ao longo da minha experiência de mais de 1 ano enquanto empregado de mesa, tive vários clientes. Desde o resmungão ao super bem disposto, calhou-me um pouco de tudo.

Na minha opinião, o cliente perfeito é, sem dúvida alguma, aquele que entra com um largo sorriso no rosto e com uma expressão alegre diz um grande "Bom Dia"!
É claro que este género de cliente é o favorito de todos aqueles que fazem o atendimento ao público. Contudo, eu não desgosto dos implicativos, dos resmungões. Primeiro, porque são clientes como os outros e temos de lidar com eles à mesma, quer gostemos ou não. Em segundo, porque tenho um particular gosto por desafios. Gosto dessas pessoas que veem com vontade de discutir, implicar, pois eu consigo sempre dar-lhes a volta. Comportamento gera comportamento, lá dizia a minha formadora de Cidadania, ao mostrarmos total segurança e postura, mas sempre com um sorriso, a própria pessoa desarma completamente.
Nem todos, é certo. Pois a educação é algo que ainda falta a muita gente! A esses clientes, deixo-os a falarem sozinhos até se cansarem e irem embora com a minha resposta de "Não posso fazer mais nada, fale com o patrão!".
 
Nunca mais me esqueço do senhor José e da senhora Maria. Vinham almoçar todos os dias e sentavam-se sempre na mesma mesa. Eu já sabia que eles queriam sempre o prato da sopa, bem quentinha, a fumegar no prato, antes da refeição.
Almoçavam os dois juntos numa cumplicidade que só visto! Nunca ouvi esses senhores a reclamarem seja do que for, nunca!
Houve uma altura em que eles deixaram de aparecer. Certo dia o senhor José chegou sozinho, um olhar triste, um rosto pesado. Perguntei-lhe o que se passava.
- A minha mulher faleceu - disse-me com os olhos vermelhos, marejados de lágrimas.
- Lamento imenso Sr. José - disse eu. Não sabia que dizer mais.
 
A partir desse dia, o senhor José sentava-se sempre na mesma mesa, desta vez sozinho, e ficava mais tempo do que o costume na nossa companhia. "Se for para casa lembro-me dela e então só choro e à noite nem consigo dormir. Sinto-me tão sozinho!" - disse-me ele.
 
Eramos, a partir desse momento, a companhia daquele senhor viúvo, que encontrou em nós o calor humano que tanto fazia falta no seu coração cansado e cheio de dor."
 
Obrigado, Sr. Solitário!

Em modo de reclamação

Antes de qualquer coisa tenho que informar que este texto é uma generalização, que eu também sei que existem excepções à regra, que existem pessoas rápidas, eficientes e simpáticas. Mas, infelizmente, não é o caso aqui da minha zona. Sempre que por algum motivo preciso de me dirigir a um serviço público, começo logo a suspirar. Seja o centro de saúde, seja as finanças, seja a segurança social ou o centro de emprego, é certinho como o destino que me vai sempre calhar na rifa o pior e mais arrogante funcionário lá do sítio.

Há imensos motivos que levam muitas pessoas a queixarem-se nestes sítios, comecemos por o tempo de espera (que nunca é pouco, bem pelo contrário), mas eu por acaso não me queixo disso, percebo que sejam poucos funcionários para tantas pessoas, percebo que existem pausas para comer e etc, as pessoas não são de ferro. Contudo, QUEIXO-ME quando as pessoas odeiam o seu trabalho e não fazem questão de o esconder, que atirem para o ar a sua opinião sobre assuntos pessoais da nossa vida, sem ninguém lhes ter perguntar. Que sempre que faço uma pergunta, porque todos temos direito a faze-las, sou encaminhada para outro sítio porque "esse assunto não se resolve aqui" ou então sou olhada com um ar "esta gaja é mesmo burra". Mas desde quando é que temos de saber tudo e desde quando é que o óbvio para alguém, é o óbvio de toda a gente?

 

Só me dá vontade de gritar asneiras!

Aumenta o som DJ !

No outro dia por causa deste post, onde mencionei a música da loja, algumas pessoas queixaram-se que por vezes o volume da música dentro das lojas é demasiado alto. E eu pus-me a pensar nisto, e a verdade é que existem discotecas com a música mais baixa que muitas lojas. Porém existe uma razão por detrás disto, que me foi explicado, quando um dia me queixei que já não estava aguentar com a música. Quanto mais pessoas estiverem dentro da loja, mais alto a música vai estar, isto porque obriga a circulação mais rápida, os clientes querem pagar o mais rápido possível e sair dali. Isto, também, pode gerar que as pessoas simplesmente não entram na loja ou entram e saem logo, mas por alguma razão "os que mandam", acreditam que resulta. Da próxima vez que entrarem numa loja em dia de saldos reparem. 

Outra coisa, é a escolha da música. Há empresa que têm um rádio para todas as suas marcas, outras que fazem CD's de propósito para as suas lojas e outras que deixam à escolha dos lojistas. É por estas, que hoje em dia, se ouve demasiado kizomba e reggaeton nas lojas, porque alguém um dia deixou os lojistas escolherem. Eu concordo plenamente que as lojas tenham música, já trabalhei um dia sem música e não foi agradável, e quando já estou farta o meu cérebro acaba por desligar e a certa altura já nem a oiço.

Como tudo na vida é preciso é o equilíbrio certo!

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