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O Cliente Perfeito

Uma perspectiva diferente do mundo encantado do atendimento ao público!

O Cliente Perfeito

Uma perspectiva diferente do mundo encantado do atendimento ao público!

Girls just want to have fun!

O assunto hoje não é fácil, mas alguém tem que falar sobre isto, e essa pessoa vou ser eu. É o seguinte: trabalhar só com mulheres é lixado como tudo, tenho dito. E vocês perguntam: há e tal agora vens tu atirar o teu próprio género ao esgoto, não tens vergonha? Não, não tenho.

Trabalhar numa equipa onde a maioria ou o total das pessoas sejam do sexo feminino, não é tarefa fácil. E não é tarefa fácil porque às mulheres não têm capacidades técnicas necessárias? Bem pelo contrário. Não é fácil porque as mulheres não devem estar em lugares de topo, porque têm o período todos os meses e ficam sensíveis? Errado, a sensibilidade feminina até pode ser uma vantagem em vários casos.

Não é fácil porque simplesmente há sempre imenso drama entre mulheres. Há sempre um corte e costura constante ou até, mesmo um lavar de roupa suja em casos extremos. As mulheres são muito comichosas, se alguém chega muito cedo ao trabalho é porque se quer armar em bom, se alguém se atrasa um dia num ano é porque é irresponsável. Mas o pior para mim, e aqui falo contra mim própria, é a pouca capacidade de perdão que as mulheres têm. Ou por outras palavras, a forma pouca saudável para resolverem conflitos ou simplesmente não resolve-los e andarem a falar pelas costas. Os homens aqui são um bocadinho mais práticos, até podem andar à porrada que no dia seguinte está tudo bem.

Mas senhores, não estejam já a abanar a cabeça em tom de afirmação, porque há muitos homens que são piores que 10 mulheres juntas.

 

Ps. Este texto é uma generalização, baseada na minha experiência.

Então e os lojistas, são perfeitos? #2

Hoje vou dar continuação à minha rúbrica "Então e os lojistas, são perfeitos?", para quem não leu a primeira parte é só carregar aqui. Como eu já disse anteriormente, ainda existem lojistas que cometem os erros mais básicos, quando chega a hora de atender os clientes. Estes erros muitas vezes geram a perda de uma venda, por isso é cada vez mais necessário sermos calculosos, porque os clientes são cada vez mais picuinhas. Por isso, hoje deixo aqui mais três erros comuns por parte dos lojistas, que fui detetando ou eu própria já os cometi:

Cá vai disto:

 

1) Azul? Cuecas? Ah já sei, amarelo? - Calma senhores, é preciso é calma. Quando um cliente se dirige até nós com alguma dúvida, deixem as pessoas acabarem de falar. Tentar adivinhar a cada palavra que o cliente diz, assim não dá, eles ficam logo impacientes. Eu aprendi isto da pior maneira, depois de tanto tempo a ouvir as mesmas perguntas, achei que já sabia tudo o que podia sair da boca de um cliente. Enganei-me e um dia levei com um "MAS A MENINA DEIXA-ME ACABAR?". Ups.

 

2) Não, não temos! - Um dia, pela altura do Natal, vi umas botas num site de uma loja que adorei. Convenci a minha mãe a oferecer-me e fomos ao centro comercial. Era fim da tarde, ainda faltava umas quantas horas para as lojas fecharem, dirige-me à tal marca e pedi as botas no meu número, porque não as encontrava expostas. A menina respondeu-me logo: "não temos". Ainda tentei que verificasse, tentei convencê-la a fazer o trabalho dela, mas mesmo assim levei novamente com um "não temos". Fomos jantar e eu não me calava com os raios das botas, a minha mãe lá achou por bem ir tentar novamente, desta vez perguntou a um rapaz. Ele foi ao armazém e passado um minuto volta com as botas na mão. A minha mãe como não leva sapos para casa, fez questão de lhe dizer o que se tinha sucedido umas horas antes. Por isso não mintam, eu sei que às vezes dá uma certa preguiça ir verificar, mas esta situação pode facilmente tornar-se numa reclamação.

 

3) Olhe lá, eu estou a arrumar! - Como já referi em alguns textos, os clientes adoram mexer em tudo o que nós lojistas estamos a mexer. Mas a verdade é que um português precisa de desarrumar para comprar. Quando mais ar de feira a loja tiver, melhor. Ok, posso estar a exagerar. Mas o importante é que não vale a pena lutar contra um cliente que quer desarrumar, mas vale abandonar o local e deixa-lo ser feliz. Nem vale a pena ir logo arrumar aquela peça que o cliente acaba de largar, porque ele facilmente volta atrás para busca-la, porque um bom cliente para levar qualquer coisa precisa de abandona-la umas boas três vezes.

 

E é isto, novos episódios em breves.

E a opinião dela é... #7

Mais uma semana, mais uma convidada. Já vamos na sétima semana deste desafio, que me tem dado um prazer imenso puder ler opiniões diferentes, ler novas histórias e principalmente, perceber que não estou sozinha neste mundo complicado do atendimento ao público.A minha querida convidada de hoje é a Mulher do blog I am a woman above everthing else, que nos vem confirmar que existe por aí muitas famílias Miranda, andando e olhando. Comprar? Comprar está quieto!

Divirtam-se:

 

"O cliente convidou-me para dar aqui umas palavras e eu aceito com muito gosto porque adoro seguir aqui as aventuras e desventuras do atendimento ao público e sentir que não estou só!! 

Ora bem, no tempo em que se vendia tudo e um par de botas ( saudosos tempos que eu cá tenho um feeling que tão cedo não vai haver pão para malucos...) , eu vendia artigos para vitrinismo. Importava da Alemanha e da Holanda, esperava ansiosamente pela chegada da mercadoria e depois, contentinha da vida, fazia diversos cenários no show-room de modo a exemplificar as possíveis hipóteses de uso do material e rezava para que tudo se vendesse rapidinho. Diga-se que fazer cerca de 10 a 12 cenários diferentes, implicando fundo, estruturas, chão, enfim, todo um ambiente a reproduzir uma hipotética montra de loja, era bico de obra mas eu sou moçoila de inspiração profícua e lá me ia orientando.

Foi aí que eu descobri o flagelo de tudo o quanto é Criativo  ( a minha reverência para estes seres iluminados, benza-os Deus, que têm pachorra de santo que não há c$%&// que aguente ) . E esse grande flagelo é... a borla de ideias. É verdade. Os clientes pediam para visitar o show-room e levavam... nada. Miravam, miravam, acenavam a cabeça em gesto de aprovação, exclamavam uns ai-que-original, perguntavam como poderiam adaptar aquilo às suas lojas, contavam que tinham isto e aquilo no armazém que causaria o mesmo efeito e... adeusinho. 

Então... mas não quer levar nada?? Gostou tanto!

Ah sim , tudo lindo mas eu vim só tirar umas ideias.

.....

....

Têm ideia de quantas vezes eu ouvi a frase " Vim só tirar umas ideias " ?  Obviamente que também vendia, sobretudo as peças mais originais, mas 50% iam... tirar ideias. Para depois as reproduzirem com materiais mais baratos, vulgo chinês, ou com peças que já teriam...

Um dia fartei-me. Deixei de fazer exposição de cenários e anunciei que a partir daquele momento quem quisesse as minhas ideias teria de pagar adiantado.

 Então mas não me pode dar umas ideias?

Posso fazer uma montra na sua loja, sim, são xxxxx €. 

Então e como é que eu sei que vou gostar?

Vai ter que confiar no meu trabalho.

 

Borlistas desta vidinha : a cabecinha dos Criativos vale ouro. Há que respeitar isto e evitar a chico-espertice, essa praga tão tugamente nossa. Pachorraaaaaaa pá."

 

Obrigada Mulher!

 

E quando...

Uma noite, estavamos todas a fazer o inventário, a loja já tinha fechado à uma hora. As luzes estavam acesas porque andavamos lá todas pela loja, a contar coisas. E quando do nada, uma senhora começa a bater na montra enquanto grita "Passo entrar? É só um bocadinho, só para comprar umas coisinhas?".

 

A minha chefe veio lá do fundo e grita-lhe um "NÃO!".

 

Bem-feita!

Fui enganada!

Aproveitei o fim-de-semana prolongado (viva aos feriados) e rumei ao norte, mas precisamente até ao Porto. Sitio que só tinha ido de passagem, mas do qual toda a vida ouvi maravilhas. E mais, toda a gente que conheço do norte sempre me disse que o atendimento por lá é diferente, mais atencioso mais sincero. Aliás, o meu pai é nortenho e as duas frases que mais diz por ano são "no norte é que é" e "as pessoas do norte é que são", então eu ingénua acreditei. As coisas começaram logo a azedar quando nos deparamos com a funcionária do hostel onde ficamos a dormir, que apesar de ter um sotaque profundo do Porto que eu pessoalmente adoro, foi uma das pessoas mais apáticas que já me passou pela frente. Quando lhe perguntávamos alguma coisa, quase respondia em sussurro e só quando ficou sozinha com a minha amiga é que lhe fez um sorriso tímido. Eu nunca lhe vi os dentes. 

As coisas não melhoraram nos cafés, nem nas lojas típicas, nem nos restaurantes. As pessoas na rua esbarravam em nós como se fossemos invisíveis ou secalhar só apanhamos turistas e pessoal de Lisboa, que é conhecido por andar sempre com pressa. Só no último dia é que quando entrei numa pastelaria típica perto do mercado do Bolhão, a rapariga que me atendeu era uma pessoa realmente feliz com a vida. Não se importou nada de me explicar as dezenas de tipos de pão e bolos que vendem, perguntou-me de onde somos e ainda nos contou a sua experiência por Lisboa. Foi esta funcionária que repôs a minha fé no atendimento. 

O resumo que retirei é que o Porto é lindo, a comida é maravilhosa, mas ser lojista é difícil em qualquer parte do país. Ou secalhar, tivemos só azar.

A opinião dela é... #6

Mais uma semana, mais uma convidada. Desta vez a querida Vânia do blog A Duquesa e o Gato!. Que conta-nos um bocadinho da sua experiência e dá-nos mais umas dicas nesta busca pelo o cliente perfeito!

Divirtam-se:

 

"Fui convidada pelo o Cliente para participar nesta rubrica, que acho interessantíssima. Desde já agradeço pelo convite e faço-o de bom  grado!


Ao longo da vida encontramos clientes de todo o tipo. Ora, eu já trabalhei em cafés, em lojas, supermercados e numa Junta de Freguesia. Quando lidamos pessoalmente com os clientes, ao vivo e a cores, a experiência pode ser (e deve!) diferente em todos os casos. Eu já tive clientes bons e péssimos. O que entendo por clientes bons? Bem, tive daqueles que fazem uma festa quando nos vêem na rua, que nos tratam por "inha" (no meu caso, Vaninha), que nos trazem uns miminhos para comermos de vez em quando e que ainda nos oferecem prendas nos aniversários, Natal e Páscoa. Mas, acima de tudo, um cliente bom é aquele que sorri! Aquele que fala a sorrir e consegue sorrir com os olhos... Esses dão gosto em atender! Claro que também depende sempre de quem os atende... 
Maus clientes, também já tive! Aturei bebedeiras, tive de ir deixar alguns a casa (sou uma funcionária muito eficiente e que se preocupa com a saúde e bem estar dos clientes!), limpei muita porcaria, já tive de colocar dinheiro do meu bolso por causa de alguns clientes (o caso que comentei há uns tempos de uma senhora ter estragado t-shirts com base) e já fui desrespeitada. Uma das vezes, tive um senhor a telefonar-me por causa de um processo. Ora, eu dizia que o que tínhamos era uma coisa e ele afirmava ser outra e chamou-me nomes pouco bonitos. Voltou a ligar e de novo a mesma coisa. Fui sempre cordial . Uns dias mais tarde a minha colega atende e o dito senhor pede para falar comigo especificamente. Toda eu tremi! Fechei os olhos e atendi pensando que seria mais do mesmo. Pediu-me muitas desculpas pois viu que eu tinha razão e que tinha sido uma besta (palavras dele e não minhas!) Emoji
Não creio que exista cliente perfeito assim como não existe funcionário perfeito. Todos temos os nossos dias seja enquanto clientes ou enquanto funcionários. Mas creio que um sorriso faz sempre a diferença!Emoji "
 
Obrigada Vânia!

Alerta à tripulação

Aproveitei o fim-de-semana prologando para ir ser cliente para outro lado e por isso e outros motivos, o blog tem estado e vai continuar esta semana um bocadinho parado!

 

Mas volta para a semana em força, fiquem por ai.

 

Ps. Amanhã temos a opinião de mais uma convidada, não percam !

Quando o cliente te diz #7

"Vocês costumam fechar no Natal?"

 

Acha?! Claro que não. O ano passado foi a minha vez de trazer o bacalhau e as couves, comemos todas no chão. A minha colega trouxe os doces, estavam mesmo bons! Se não tiver onde ir, passe por cá, há chão para todos.

 

*Não foi isto que respondi, mas foi o que pensei.