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O Cliente Perfeito

Uma perspectiva diferente do mundo encantado do atendimento ao público!

O Cliente Perfeito

Uma perspectiva diferente do mundo encantado do atendimento ao público!

Fui enganada!

Aproveitei o fim-de-semana prolongado (viva aos feriados) e rumei ao norte, mas precisamente até ao Porto. Sitio que só tinha ido de passagem, mas do qual toda a vida ouvi maravilhas. E mais, toda a gente que conheço do norte sempre me disse que o atendimento por lá é diferente, mais atencioso mais sincero. Aliás, o meu pai é nortenho e as duas frases que mais diz por ano são "no norte é que é" e "as pessoas do norte é que são", então eu ingénua acreditei. As coisas começaram logo a azedar quando nos deparamos com a funcionária do hostel onde ficamos a dormir, que apesar de ter um sotaque profundo do Porto que eu pessoalmente adoro, foi uma das pessoas mais apáticas que já me passou pela frente. Quando lhe perguntávamos alguma coisa, quase respondia em sussurro e só quando ficou sozinha com a minha amiga é que lhe fez um sorriso tímido. Eu nunca lhe vi os dentes. 

As coisas não melhoraram nos cafés, nem nas lojas típicas, nem nos restaurantes. As pessoas na rua esbarravam em nós como se fossemos invisíveis ou secalhar só apanhamos turistas e pessoal de Lisboa, que é conhecido por andar sempre com pressa. Só no último dia é que quando entrei numa pastelaria típica perto do mercado do Bolhão, a rapariga que me atendeu era uma pessoa realmente feliz com a vida. Não se importou nada de me explicar as dezenas de tipos de pão e bolos que vendem, perguntou-me de onde somos e ainda nos contou a sua experiência por Lisboa. Foi esta funcionária que repôs a minha fé no atendimento. 

O resumo que retirei é que o Porto é lindo, a comida é maravilhosa, mas ser lojista é difícil em qualquer parte do país. Ou secalhar, tivemos só azar.

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